As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, impulsionadas por uma surpresa positiva nos indicadores de atividade. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,64%, a 10.816,56 pontos; em Frankfurt, o DAX avançou 0,56%, a 26.128,55; em Paris, o CAC 40 ganhou 0,37%, a 8.484,43. O FTSE MIB de Milão ficou estável, em 52.668,04 pontos, e as cotações divulgadas são preliminares.
Setores cíclicos se destacaram: o subíndice de tecnologia do Stoxx 600 recuperou terreno com alta de 0,61%, e o setor de mineração saltou 2,39%, apoiado pelo ouro e pelo cobre — o ouro caminha para uma alta semanal em torno de 4%. Anglo American e Rio Tinto lideraram os ganhos britânicos, refletindo o apetite por ativos ligados a commodities.
No front corporativo, o banco italiano Monte dei Paschi di Siena lançou ofertas em ações para adquirir Banco BPM e Banca Generali numa operação avaliada em 34,02 bilhões de euros, uma movimentação que reacendeu atenção ao risco de consolidação no sistema financeiro da Itália. Na sessão, a Intesa Sanpaolo recuou 0,68%, em meio ao rearranjo competitivo.
Do ponto de vista macro, os PMIs compostos da zona do euro e do Reino Unido contrariaram expectativas de queda e sinalizaram uma atividade mais robusta, apesar da contração observada na Alemanha. Relatórios de mercado indicam que a combinação de atividade firme e inflação em desaceleração reduz a pressão por novos aumentos de juros do BCE — embora riscos vindos do Reino Unido e da alta do petróleo reabram dúvidas sobre o caminho da inflação. Para investidores e decisores, o cenário combina otimismo técnico com riscos geopolíticos e de commodities que podem complicar a trajetória de preços e o apetite por risco.