As principais bolsas da Europa fecharam em alta na segunda-feira, em continuidade ao movimento positivo da sessão anterior, diante da proximidade da nova rodada de balanços empresariais. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,99% para 10.656,28 pontos; em Frankfurt, o DAX subiu 0,72%, a 25.267,67; o CAC 40 de Paris ganhou 0,38%, a 7.832,88; e o FTSE MIB de Milão subiu 0,58%, a 50.035,00 pontos. Em Madri, o Ibex 35 registrou alta de 1,12%, a 19.246,70, enquanto o PSI 20 de Lisboa cresceu 0,47%, a 9.311,49.
O movimento foi liderado pelo setor financeiro, que teve alta de cerca de 1,3% na sessão, reflexo das expectativas em torno dos resultados trimestrais dos grandes bancos — nos EUA, JPMorgan e outras instituições divulgam balanços nesta terça-feira, pressão direta sobre apetite ao risco. Entre blue chips, o HSBC subiu 1,8% e a LVMH, ainda com balanço previsto após o fechamento em Paris, avançou 1,4%.
No plano macro, investidores mantiveram atenção aos preços do petróleo, fortemente influenciados pelos conflitos no Oriente Médio e pelas tensões no Leste Europeu. A elevação do prêmio de risco energético tende a repercutir em custos para empresas e consumidores, criar pressão adicional sobre a inflação e complicar cenários para os bancos centrais, que terão de calibrar respostas sem sufocar a recuperação econômica.
Outros fatores pontuais sustentaram o movimento: a União Europeia anunciou limite de 350 mil veículos híbridos importados anualmente da China — medida que busca reduzir a participação chinesa e deu leve impulso às ações do setor, com a Volkswagen avançando 0,2%. No campo regulatório e tecnológico, a vice-presidente do Banco da Inglaterra, Sarah Breeden, afirmou que não há pressa para uma CBDC de varejo; e a primeira‑ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou incentivos fiscais para investimentos em software no Orçamento de 2027. Em síntese, o mercado opera entre uma cautelosa busca por ganhos em ações de valor e a necessidade de monitorar choques geopolíticos que podem reverter rapidamente o sentimento.