As bolsas europeias terminaram o pregão desta segunda-feira em terreno quase estável, em um movimento claramente dominado pela cautela. A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã e o receio de interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz fizeram o petróleo disparar, sustentando ganhos do setor de energia enquanto investidores aguardam o início da temporada de balanços nos EUA.
Na sessão, o FTSE 100 de Londres subiu 0,01% a 10.498,29 pontos; o DAX de Frankfurt avançou 0,08% a 25.087,18; o CAC 40 ganhou 0,31% a 8.364,65; o FTSE MIB de Milão subiu 0,37% a 52.809,35; já o Ibex 35 caiu 0,31% a 19.325,50 e o PSI 20 de Lisboa teve alta de 0,30% a 9.133,82. No leque de ações, Shell (+2,2%), BP (+4,1%), TotalEnergies (+2,8%) e Eni (+3,3%) lideraram, enquanto o setor tech recuou cerca de 0,5% com ASML (-1,7%), ASM (-2,1%) e Infineon (-2,9%).
Companhias aéreas sofreram pressão sensível: Lufthansa (-3,81%), Air France-KLM (-3,3%), IAG (-2,3%), Wizz Air (-4,2%) e Ryanair (-2,2%) foram penalizadas pela alta do combustível e pelo aumento das preocupações sobre viagens ao Oriente Médio. Movimentos corporativos pontuais marcaram o pregão — Rheinmetall caiu 2,8% após contrato anunciado e Akzo Nobel subiu 0,5% após oferta da Nippon Paint por sua divisão de tintas.
Analistas ouvidos no mercado ressaltam o canal de transmissão do choque: o ING aponta que a escalada reacende o temor de restrições de oferta e pressões inflacionárias, enquanto o Commerzbank vê aumento da vulnerabilidade dos títulos europeus. Em resumo, a leitura é de ganhos setoriais concentrados, maior volatilidade e risco de custos mais altos para empresas e consumidores caso o aumento do petróleo se mantenha. (Com informações da Dow Jones Newswires.)