As bolsas europeias operaram majoritariamente em alta na manhã desta segunda-feira, enquanto o petróleo registrava forte recuo após o presidente dos EUA afirmar que negociações com o Irã devem ser retomadas ainda hoje. Às 6h20 (Brasília) o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,41%, a 651,88 pontos, e o Brent caía cerca de 5%, para aproximadamente US$ 83,50 por barril, devolvendo parte dos ganhos da semana anterior.
A sinalização diplomática reavivou expectativas de que se evite nova escalada no Oriente Médio e reduziu o prêmio de risco em mercados sensíveis a choques de energia. O setor de viagens e lazer, com forte peso de companhias aéreas, avançou 1,7%, enquanto o segmento de petróleo e gás recuou 1,2%. Em Londres, a farmacêutica AstraZeneca teve queda de 5,8% após notícias de conversas sobre eventual fusão com a americana Bristol Myers Squibb.
Na esfera regional, às 6h37 a Bolsa de Paris subia 1,30% e Frankfurt avançava 1,52%; Londres caía 0,07% sob pressão de papéis específicos e petroleiras; Milão, Madri e Lisboa registravam altas modestase de 0,87%, 0,70% e 0,16%, respectivamente. Ao mesmo tempo, as leituras finais dos PMIs industriais da zona do euro e do Reino Unido referentes a julho ficaram abaixo do esperado, com a Alemanha confirmando a estimativa inicial.
O quadro expõe um mercado que equilibra alívio geopolítico e preocupações macroeconômicas. A queda do petróleo tende a reduzir custos de energia e aliviar pressões inflacionárias de curto prazo, beneficiando empresas intensivas em combustíveis. Por outro lado, PMIs fracos mantêm dúvidas sobre ritmo de crescimento, limitando confiança para posicionamentos mais agressivos; o efeito da sinalização de Washington depende, contudo, do desenrolar concreto das negociações.