As bolsas europeias operavam majoritariamente em alta na manhã desta quinta (21), em sessão marcada por nervosismo geopolítico e revisões econômicas. Por volta das 7h (de Brasília), o índice pan‑europeu Stoxx 600 avançava 0,36%, a 622,55 pontos. O petróleo, por sua vez, devolvia parte dos ganhos da madrugada: o Brent recuava cerca de 0,9%, em reação às declarações de que as negociações entre EUA e Irã estariam numa fase avançada, mas ainda longe de um desfecho estável.
Os sinais de atividade reforçam o quadro de fragilidade. O PMI composto da zona do euro caiu para 47,5 em maio — o menor nível em 31 meses — indicando contração mais acentuada do que o esperado. No Reino Unido, o PMI recuou para 48,5, contrariando estimativas que projetavam leitura acima da linha de corte de 50 capaz de sinalizar expansão. Esses números pintam um cenário de desaceleração sincronizada que tende a reduzir receitas fiscais e pressionar mercados de trabalho.
A resposta institucional já aparece em ajustes de projeção: a Comissão Europeia revisou o crescimento do bloco para 0,9% e elevou a expectativa de inflação para 3% em 2026, ante 1,2% e 1,9% anteriormente. Com a meta do BCE fixada em 2%, a combinação de menor crescimento e maior inflação amplia o dilema das autoridades — mais aperto monetário para conter preços pode aprofundar a recessão, enquanto acomodação alimenta persistência inflacionária.
No ambiente local de mercado, as bolsas de referência acompanhavam a tendência: Londres +0,04%, Paris +0,39%, Frankfurt +0,52%, Milão +0,36%, Madri +0,08% e Lisboa +0,33% por volta do mesmo horário. A volatilidade nos preços de energia e a incerteza sobre desfechos diplomáticos devem manter investidores cautelosos, elevando o custo do risco para decisões de investimento e obrigando governos a calibrar respostas fiscais e regulatórias com maior pragmatismo.