As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta na segunda-feira, reagindo à queda do petróleo e a falas sobre possível pausa nos ataques no Oriente Médio. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,10%, a 10.857,70 pontos; Frankfurt avançou com o DAX subindo 1,59%, a 26.035,83 pontos; Paris teve o CAC 40 em alta de 1,22%, a 8.613,82 pontos. Milão, Madri e Lisboa também fecharam no positivo, com ganhos de 1,34%, 0,94% e 0,61%, respectivamente. As cotações são preliminares.

Movimentos setoriais e corporativos marcaram a sessão. As ações da easyJet subiram mais de 2% após prorrogar o prazo para uma proposta formal da Castlelake, alinhando-se ao cronograma da rival Apollo. Em Paris, papéis da TotalEnergies cederam 0,13% depois do anúncio da venda de 50% de uma carteira onshore de energia renovável para a KKR. Em Londres, o índice foi pressionado pelo tombo superior a 9% da AstraZeneca, ligado a reportagem sobre conversas com a americana Bristol Myers Squibb.

No front macro, o PMI industrial da zona do euro subiu, mas ficou abaixo da estimativa inicial, e o PMI da Alemanha confirmou o dado preliminar. O Boletim Econômico do BCE destacou que o consumo das famílias caiu acentuadamente nas primeiras semanas da guerra no Irã, com a confiança despencando — cenário que evidencia como um novo surto de tensão pode rapidamente frear gastos dos consumidores.

A leitura do dia deixa claro que a alta veio mais de um alívio pontual do que de mudança estrutural: os mercados respiraram com a queda do petróleo e notícias diplomáticas, mas permanecem vulneráveis a reviravoltas geopolíticas e a sinais fracos da atividade. Para investidores e formuladores de política, o recado é duplo: ganhos podem ser voláteis e a recuperação do consumo europeu continua condicionada à estabilidade externa — um risco que ainda promete reavaliar preços e expectativas.