As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta segunda-feira (13), em reação à escalada de ataques no Oriente Médio e à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, que levou o petróleo a disparar 9%. O Dow Jones caiu 0,26%, aos 52.498,82 pontos; o S&P 500 perdeu 0,79%, em 7.515,84 pontos; e o Nasdaq teve baixa de 1,55%, encerrando em 25.873,18 pontos.
Os Estados Unidos anunciaram o bloqueio de portos e áreas marítimas próximas ao Irã e o presidente Donald Trump afirmou que pretende cobrar uma taxa de 20% para garantir a segurança da navegação — medidas que acentuam o risco geopolítico e provocaram promessas de retaliação pelo regime persa. Paralelamente, trocas de ataques entre Arábia Saudita e Iêmen, com fechamento de aeroportos, reforçam o clima de incerteza regional.
No pregão, o setor de tecnologia foi o mais penalizado, com recuo setorial de 2,07%. Empresas ligadas a semicondutores e inteligência artificial sofreram perdas relevantes: Sandisk (-12,63%), Micron (-4,4%) e Intel (-6,12%). O ADR da sul‑coreana SK Hynix caiu mais de 9% após a grande oferta pública recente. Meta e Alphabet recuaram 1,86% e 1,31%, respectivamente, em meio a debates regulatórios na Europa sobre redes sociais.
Em contrapartida, o setor de energia subiu 3,17%, com Chevron avançando 3,29% e ExxonMobil 4,05%, acompanhando a disparada do petróleo. O setor bancário também ficou sob pressão: Citigroup (-0,06%), Bank of America (-0,28%), Goldman Sachs (-0,88%) e Morgan Stanley (-0,54%). Novas diretrizes das agências reguladoras sobre gestão de clientes imigrantes adicionaram riscos operacionais para credores. No conjunto, o choque de oferta e a elevação do risco político podem encarecer frete e seguros, aumentar volatilidade e complicar decisões de investidores e formuladores de política econômica.