O Brasil aparece entre os cinco melhores destinos para estrangeiros viverem em 2026, segundo o levantamento Expat Insider 2026, da InterNations. A avaliação considerou 31 países e levou em conta critérios como trabalho no exterior, finanças pessoais, facilidade de adaptação e infraestrutura, oferecendo um retrato da experiência de quem vive fora do país de origem.

O ranking é liderado pelo Panamá, que ocupa o primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo. México e Tailândia completam o pódio, enquanto os Emirados Árabes Unidos ficaram em quarto. O Brasil fecha o top 5 e figura também entre os cinco melhores no índice de felicidade para expatriados, ao lado de Tailândia, Panamá e México.

Do ponto de vista econômico, a posição sinaliza vantagens potenciais: maior atração de talentos, demanda por serviços qualificados e impacto positivo em segmentos como turismo e mercado imobiliário. Para que esses efeitos se convertam em ganhos permanentes, porém, é preciso política pública consistente, eficiência administrativa e responsabilidade fiscal — condições citadas pelo mercado como fundamentais para manter investimentos e qualidade de vida.

Importante observar que o levantamento reflete percepções de expatriados e não substitui indicadores macroeconômicos ou questões estruturais internas. Ainda assim, o resultado abre espaço para cobrança política: transformar imagem internacional em políticas que melhorem a qualidade de vida de residentes e recém-chegados exige ação coordenada do governo e verificação por parte da sociedade e do setor privado.