As ações da Braskem registraram forte alta nesta terça (12), encerrando o pregão em R$ 11,87, avanço de 29,02% e melhor desempenho do Ibovespa. O salto ocorre após o JPMorgan elevar a recomendação para "overweight" e ampliar o preço‑alvo de R$ 10,50 para R$ 15,00, sinalizando maior apetite por papéis da petroquímica diante de mudança conjuntural na oferta global.

No relatório, o banco destacou que a combinação de restrições logísticas no Oriente Médio e desafios na indústria petroquímica sustentou uma melhoria de margens, tendência que pode dar respaldo a um 2026 mais sólido para a companhia. A instituição também alerta que a normalização da cadeia deve levar meses, e fatores como a reabertura do Estreito de Ormuz podem limitar o potencial adicional de valorização.

Além dos fundamentos de mercado, a alta reflete mudanças na governança. Em abril, acionistas elegeram um novo conselho que trouxe Magda Chambriard à presidência do colegiado, após a gestora IG4 Capital assumir controle junto ao grupo Novonor. Analistas e investidores têm cobrado sinais mais claros sobre a composição da diretoria executiva — a Reuters noticiou que a IG4 pretende indicar Helcio Tokeshi como CEO e Carlos Brandão como VP financeiro — decisão que terá impacto direto na confiança do mercado.

O movimento desta terça amplia o valor de mercado da Braskem e testa a narrativa de recuperação parcial já precificada pelos investidores — até a véspera, as ações acumulavam alta próxima de 17% no ano. O próximo passo para consolidar ganhos dependerá da combinação entre execução operacional, escolhas da nova gestão e evolução das condições logísticas globais.