O Banco de Brasília informou que tem previsões de divulgar o balanço relativo a 2025 e de apresentar ao Banco Central uma solução para a crise originada por operações fraudulentas com o Banco Master até 29 de maio. A iminência da entrega coloca o BRB sob forte escrutínio regulatório e de mercado.
Em entrevista coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2025, o diretor de Fiscalização do BC, Aílton de Aquino, afirmou que a autoridade atuará em conformidade com o ordenamento jurídico ao conduzir a supervisão do caso. A postura oficial busca equilibrar transparência e cautela para não gerar instabilidade no Sistema Financeiro Nacional.
A legislação citada pelos reguladores, a Lei 13.506/2017, prevê instrumentos disciplinares que vão de multas a restrições sobre a prestação de serviços, dependendo da gravidade das infrações. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que o órgão monitora instituições diariamente e que não houve acordo de prazo formal com o BRB, porque um prazo fixo pode ser fragilizado por fatos novos.
O desfecho esperado para 29 de maio terá impacto direto na capacidade do BRB de restaurar confiança, negociar com contrapartes e reduzir custos de captação. Mais do que um calendário, trata-se de um teste sobre a governança do banco e sobre a eficácia da supervisão do BC — que agora precisa traduzir análises técnicas em decisões com efeitos concretos para o mercado e para os cidadãos.