A Caixa Econômica Federal informou, em comunicado, que realizou assembleia na sexta-feira (24) para eleger novos membros do conselho de administração. O banco anunciou que promoverá em seguida uma reunião do colegiado para escolher o novo presidente, mas não definiu data para esse encontro. Os conselheiros eleitos terão mandato até 2028, segundo o comunicado; a instituição não divulgou os nomes dos indicados.

A presidência do conselho ficou vaga com o término do mandato do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Ceron integrou o conselho desde março de 2023, quando ocupava a Secretaria do Tesouro, e foi eleito presidente em maio daquele ano. Enquanto não ocorre a reunião para escolha do titular, a conselheira Raquel Nadal Cesar Gonçalves responde interinamente pelo cargo.

A indefinição sobre a presidência do conselho acende alerta sobre governança em um banco público de grande porte. A ausência de um líder eleito pode postergar decisões estratégicas e fragilizar a coordenação entre direção executiva e conselho. Além disso, a troca de composição do colegiado — sem transparência imediata sobre os nomes — tende a alimentar dúvidas sobre prioridades e eventuais alinhamentos políticos ou técnicos do órgão de fiscalização.

O episódio ocorre em contexto sensível: em fevereiro, Rogério Ceron descartou que a Caixa estivesse elaborando um pacote para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A previsão de uma reunião sem data e a falta de detalhamento sobre os novos conselheiros reforçam a necessidade de clareza do banco e do governo sobre o cronograma de escolha do presidente. Para além do formal, a definição é relevante pelo impacto econômico e institucional que orientações do conselho podem ter nas próximas decisões da Caixa.