A Caixa anunciou que as agências bancárias voltarão a funcionar integralmente a partir de quarta-feira (30), depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a suspensão da greve iniciada em 10 de setembro. Em nota, o banco reafirmou o respeito às entidades representativas e o compromisso com empregados, clientes e sociedade, além de informar que cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho.

No julgamento desta terça, o TST autorizou um reajuste salarial equivalente ao INPC com acréscimo real de 0,6%, totalizando 4,6% a partir de 1º de setembro, e fixou vigência até 2028. O tribunal vetou desconto nos salários pelo período de paralisação, mas estabeleceu que os dias parados devem ser compensados em até 180 dias. O pedido da Caixa para declarar a greve abusiva foi rejeitado.

A decisão encerra o impasse imediato e restaura serviços essenciais, mas amplia o debate sobre o custo da folha e a capacidade de gestão do banco público. O aumento e a impossibilidade de descontos pressionam as despesas com pessoal, ao mesmo tempo em que a exigência de compensação joga para a operação o desafio de repor atendimento sem comprometimento adicional do serviço aos clientes.

Politicamente, o desfecho reduz a exposição pública de interrupções no atendimento, mas acende alerta sobre as consequências fiscais e administrativas da negociação. A composição do acordo deixa clara a necessidade de que direção, governo e representantes dos empregados administrem tanto o impacto orçamentário quanto o clima nas unidades, para evitar novos episódios de conflito que prejudiquem clientes e a imagem da instituição.