A Casas Bahia informou que seu Conselho de Administração aprovou, em reunião de 16 de junho, um aumento de capital de R$ 140.592.716,81 decorrente da conversão obrigatória de 37.895.611 debêntures da 2ª série da 11ª emissão, realizada em dezembro de 2025. Do total, R$ 14.059.271,68 foram destinados à conta de capital social; o restante foi alocado à reserva de capital. A conversão atendeu a solicitações recebidas entre 1º e 30 de junho de 2026, na proporção de uma ação ordinária por debênture.
Com a operação, o capital social passou de R$ 7.124.849.495,39 para R$ 7.138.908.767,07, e o número de ações ordinárias subiu de 975.864.785 para 1.013.760.396. A companhia decidiu excluir os direitos de preferência dos acionistas na operação — e, por haver pedidos de conversão superiores ao limite para o período, procedeu a um rateio proporcional entre os debenturistas. As novas ações são nominativas, escriturais, sem valor nominal e foram integralmente subscritas e integralizadas.
Do ponto de vista acionário, a emissão provoca uma diluição direta: o aumento na quantidade de papéis representa cerca de 3,9% do total anterior. Para acionistas que não participaram da oferta de dezembro de 2025 ou não converteram seus títulos, a participação relativa foi reduzida. Para a companhia, a troca de dívida por capital tende a aliviar o perfil de endividamento, ainda que a administração afirme não vislumbrar outras consequências jurídicas ou econômicas relevantes.
Há, porém, pontos de atenção. A exclusão do direito de preferência costuma gerar desconforto entre minoritários e aumenta as cobranças sobre governança e transparência em decisões futuras. Além disso, o fato de debenturistas optarem pela conversão pode sinalizar preferência por liquidez acionária ou por redução de risco de crédito, informação que o mercado avaliará em conjunto com próximos resultados e indicadores de alavancagem. Investidores devem acompanhar o impacto da operação sobre participação, liquidez e custo de capital nas próximas demonstrações.