Em evento realizado em São Paulo, o CEO da Galápagos Capital, Marco Antônio Bologna, advertiu que quem assumir o governo após a eleição encontrará um quadro fiscal e econômico adverso. Segundo o executivo, o cenário é marcado por incertezas externas e uma taxa de juros que permanece em patamar elevado.

Bologna citou pressões geopolíticas e sinais de aperto monetário internacional que reduzem o espaço de manobra. Internamente, a corrida eleitoral e a polarização ampliam a dificuldade de articulação política para medidas de ajuste, enquanto o custo do crédito limita a dinâmica da economia.

Para o mercado produtivo, o efeito mais imediato, na avaliação do CEO, é a deterioração das condições financeiras das empresas e a retração de investimentos. Menor investimento, por sua vez, tende a frear a atividade e a receita tributária, complicando a gestão das contas públicas no curto prazo.

O diagnóstico tem implicações políticas claras: candidatos e equipes econômicas precisarão apresentar propostas críveis de ajuste e prioridades claras para ganhar confiança dos investidores. É um retrato do momento, que aponta restrições concretas ao próximo governo e reduz espaço para erros de comunicação e indefinição de políticas.