O Citigroup deve revelar novas metas de lucratividade de médio prazo em seu dia do investidor, marcado para quinta-feira (7), informou a presidente-executiva Jane Fraser. Segundo a executiva, a apresentação destacará ganhos já observados em receitas e despesas após anos de reestruturação, além da aposta em inteligência artificial para acelerar o crescimento no braço de gestão de patrimônio.

Fraser, no comando desde 2021, conduziu uma ampla reorganização: o banco reduziu tamanho e complexidade, vendeu franquias de varejo globais pouco lucrativas, cortou camadas de gestão e tentou enfrentar penalidades regulatórias, com foco em fortalecer controles e estrutura de risco. Ela afirmou que o grupo estabelecerá novas metas e a trajetória de crescimento por unidade, mas evitou detalhar números nesta etapa.

Atualmente, a orientação do Citi para 2024 aponta um retorno sobre o patrimônio tangível entre 10% e 11%. Analistas projetam que as metas anunciadas podem mirar níveis mais elevados — há previsões de ROTCE de até 15% ao fim da década —, e a apresentação também deve abordar gastos de capital e metas específicas para cinco frentes: serviços, bancos, mercados, cartões de consumo dos EUA e gestão de patrimônio.

Do ponto de vista do mercado, a definição de objetivos mais ambiciosos é tentativa de traduzir a reorganização em valor palpável para investidores e reduzir a desconfiança pós-2022, quando promessas semelhantes foram recebidas com ceticismo. A dependência de corte de custos e da IA para impulsionar receitas evidencia a estratégia de eficiência, mas a materialização desses ganhos será determinante para restaurar confiança e justificar elevação das expectativas de retorno.