A Confederação Nacional do Comércio (CNC) e suas 34 federações lançaram neste sábado uma campanha para que o Senado não acelere a votação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 antes das eleições. O tema foi remetido à Comissão de Constituição e Justiça, com o senador Omar Aziz como relator, depois de encaminhamento dado por Davi Alcolumbre.

Com o argumento de que “a conta já está alta demais”, a entidade pede prudência no trato de uma mudança constitucional na jornada. A CNC sustenta que qualquer alteração impõe custos adicionais ao setor terciário e, especialmente, a micro e pequenas empresas, que já enfrentam juros elevados, crédito restritivo, endividamento de famílias e aumento da inadimplência.

A nota do setor aponta ainda fatores como menor investimento, saída de empresas estrangeiras e o fim de benefícios para compras internacionais de baixo valor, que pressionam o varejo. A confederação defende que eventuais ajustes sejam fruto de negociação coletiva, avaliada por setor e região, e não decisão apressada em ano eleitoral.

Politicamente, a proximidade das eleições transforma a agenda trabalhista em ponto sensível: embora Alcolumbre tenha sinalizado a aliados que a votação pode ficar para depois do pleito, o tema deve reaparecer nas semanas de esforço concentrado. Para o comércio, a questão não é ideológica, mas prática — trata-se de evitar aumento de custos e risco de perda de empregos formais na cadeia produtiva.