O levantamento semanal da ANP registrou uma pequena queda nos preços dos combustíveis, interrompendo o ciclo de altas que vinha se repetindo por semanas. O etanol foi o item com maior queda média, para R$ 4,27 o litro (-2,5%). A gasolina caiu 0,60%, para R$ 6,62, e o diesel S10 recuou 0,60%, para R$ 7,16.

Entre os fatores citados por analistas está a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, que segurou o preço do petróleo no mercado internacional — o barril oscilou entre US$ 100 e US$ 110 nesta semana — e contribuiu para a estabilidade das cotações domésticas. A normalização de fluxos de importação de diesel também auxiliou a acomodação.

O botijão de gás de cozinha apresentou queda modesta, a R$ 114,58 em média, depois de avanços recentes que pressionaram o custo de vida. No campo doméstico, a safra da cana elevou a oferta de etanol, explicando parte da retração mais acentuada desse combustível.

Economicamente, o movimento oferece um alívio pontual para famílias e para a pressão inflacionária, mas não elimina a vulnerabilidade a choques externos. Trata‑se mais de uma pausa nas altas do que de uma reversão. Motoristas flex seguem recomendados a comparar preços antes de abastecer, usando a regra prática do fator 0,7.