O Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado dos Estados Unidos confirmou para a manhã de quarta-feira (29) a votação que pode autorizar o avanço da indicação de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve. A movimentação no calendário legislativo surge logo depois do Departamento de Justiça anunciar, na sexta-feira (25), o encerramento da investigação sobre os gastos do banco central com reformas de sua sede em Washington.
O desfecho da apuração do DOJ, segundo o material divulgado, facilita politicamente a trajetória de Warsh — ex-diretor do Fed e nomeado por Donald Trump em janeiro — porque remove um dos fatores de contestação que vinham sendo usados por opositores e por parte da mídia. O próprio Fed havia contestado irregularidades nas obras, e o fim do inquérito reduz o espaço para objeções formais ligadas a esse episódio.
A situação também deixa em evidência o discurso do atual presidente do Fed, Jerome Powell, que em março afirmou que não deixaria o banco central até que a investigação estivesse “realmente e totalmente encerrada, com transparência e desfecho definitivo”. Com o encerramento oficial, cresce a pressão política: se o comitê aprovar Warsh, o caso chega ao plenário do Senado, que terá a palavra final sobre a confirmação.
Do ponto de vista institucional, a sequência de eventos altera o cenário imediato para a liderança do Fed e acende alerta sobre os prazos políticos que cercam nomeações sensíveis para a autoridade monetária. A próxima etapa é a votação no plenário do Senado; o resultado e o timing dessa definição terão impacto direto sobre a continuidade de Powell como diretor e sobre a direção futura da política monetária.