O Banco Central informou que as concessões de crédito livre recuaram 5,9% em abril ante março, para R$ 626,4 bilhões, sem ajuste sazonal. No entanto, no acumulado de 12 meses as operações ainda avançam 8,9%, mostrando que a retração mensal ocorre dentro de um quadro de crescimento anual.
O recuo atingiu tanto pessoa física quanto jurídica: liberação para pessoas físicas caiu 4,3%, para R$ 337,3 bilhões (alta de 10,3% em 12 meses). Para empresas, o corte foi mais intenso, de 7,6%, para R$ 289,2 bilhões (alta de 7,3% em 12 meses). Entre os recursos livres, os saldos para PF subiram 0,3%, enquanto para PJ caíram 0,7%.
O estoque total de crédito do sistema subiu 0,3% em abril, alcançando R$ 7,245 trilhões (alta de 9,3% em 12 meses). Já o crédito direcionado avançou 0,9% no mês, enquanto o estoque de crédito livre recuou 0,1%. A relação crédito/PIB ficou estável em 55,8%, sem variação frente a março.
A taxa de inadimplência do crédito livre subiu de 5,7% para 5,8% no mês; entre pessoas físicas foi de 7,0% para 7,2% e entre empresas de 3,5% para 3,6%. No crédito total, a inadimplência passou de 4,3% para 4,4%. A combinação de menor oferta de novas operações e aumento da inadimplência acende alerta sobre a resistência do consumo e a pressão sobre custos de crédito, sobretudo para empresas, e pode influenciar decisões de provisões e precificação pelos bancos.