A construção civil foi responsável por 21,7% das vagas formais criadas em julho no Brasil, com saldo de 12.691 postos, de acordo com o Novo Caged divulgado pelo MTE. No mês, o mercado formal registrou 58.568 novos vínculos, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos.

Dentro do setor, as obras de infraestrutura concentraram a maior parte do avanço: 7.087 vagas, equivalendo a 55,8% do saldo da construção em julho. Serviços especializados para construção e construção de edifícios responderam por 33,5% e 10,6%, respectivamente. O resultado posicionou a construção como o segundo maior criador de empregos entre os cinco grandes grupamentos, atrás apenas dos serviços (24.098 vagas).

No acumulado de janeiro a julho, o setor abriu 180.449 vagas — 18,6% das 972.203 posições criadas no período — e o estoque de empregos formais na construção cresceu 6,12% entre dezembro de 2025 e julho de 2026. A concentração nas obras de infraestrutura, que responderam por 39,7% do saldo do setor no ano, aponta dependência do ritmo de investimentos em obras para manutenção do dinamismo do emprego.

Outros indicadores mostram comportamento heterogêneo: agropecuária (+12.523), indústria (+11.315) e serviços sustentaram grande parte das contratações, enquanto o comércio registrou saldo negativo (-2.056). O salário médio real de admissão no mercado formal subiu para R$ 2.419,23 em julho, avanço de 0,6% sobre junho e 2,04% ante julho de 2025. Para além do número positivo de vagas, os dados realçam a necessidade de políticas que diversifiquem a geração de emprego e reduzam a exposição do mercado laboral aos ciclos de obras.