Os Correios anunciaram nesta quinta-feira a abertura de uma nova fase do PDV-E (Plano de Desligamento Voluntário Específico). As adesões poderão ser formalizadas até 30 de setembro. A medida volta ao centro da estratégia para reduzir déficits da estatal depois que a primeira tentativa de redução alcançou resultado aquém do previsto.
Na etapa anterior, apresentada no fim de 2025 e com prazo estendido até abril de 2026, apenas 3.181 empregados pediram desligamento voluntário — cerca de 31% do público-alvo projetado pela empresa. Com isso, a estatal informou que a economia alcançada ficou em torno de 40% do estimado inicialmente, motivo que motivou a reformulação e o relançamento do programa.
O PDV-E oferece incentivos financeiros e possibilidades de aposentadoria antecipada para servidores que aceitarem sair. Segundo a direção dos Correios, a nova fase foi desenhada para ajustar peculiaridades do processo de reestruturação e tentar ampliar a adesão entre diferentes segmentos da força de trabalho.
O fraco desempenho da primeira fase amplia o desafio fiscal da empresa e pressiona a direção a encontrar alternativas para cortar gastos sem recorrer exclusivamente a demissões forçadas ou à venda de ativos. Politicamente, o resultado também complica a narrativa de recuperação e coloca em evidência a dificuldade operacional e financeira da estatal, que precisa mostrar números concretos para reduzir o rombo e recuperar credibilidade junto ao mercado e ao próprio governo.