O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo federal e o GDF estão negociando uma operação de crédito para capitalizar o BRB, com apoio de um sindicato de bancos públicos e privados e contragarantias oferecidas pelo Distrito Federal. A proposta foi apresentada na audiência de conciliação no STF e permanece em tratativas ao longo da semana.
Como contrapartida, a União concordou em flexibilizar critérios do plano de ajuda fiscal ao GDF para viabilizar um volume maior na operação. Ao mesmo tempo, representantes da AGU deixaram claro que as negociações iniciais não equivalem a um aval da União às dívidas que possam ser contraídas para a capitalização do banco.
O contexto fiscal do Distrito Federal é um fator limitador: o Tesouro Nacional atribui Capag nota C ao GDF, o que, em tese, restringiria o acesso a empréstimos com garantia federal a cerca de R$900 milhões. O BRB, porém, precisa de R$6,6 bilhões para recompor indicadores como o Índice de Basileia e restaurar a solidez financeira.
A governadora Celina Leão agradeceu o encaminhamento e reforçou apoio às investigações da Polícia Federal sobre operações entre o BRB e o Banco Master. Durigan afirmou ainda ter solicitado que eventuais recursos recuperados nas apurações sejam usados para ressarcir os cofres do GDF e do próprio banco.
A alternativa negociada — combinar participação de instituições financeiras com garantias locais e ajustes regulatórios — tenta compatibilizar limites fiscais e a urgência de recapitalização. Mas o descolamento entre a necessidade de R$6,6 bilhões e a margem disponível expõe o tamanho do desafio e impõe pressão sobre o governo distrital e a coordenação com a Esfera federal.