A CSN informou que a fase vinculante do processo de venda da sua unidade de cimento deve começar em pouco mais de um mês, após o recebimento das ofertas não vinculantes e a seleção das instituições que passarão à próxima etapa. A empresa apontou o cronograma como parte da estratégia para se desfazer de ativos e reduzir dívida.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a transação pode superar R$ 10 bilhões, com interesse de grupos locais e estrangeiros. Entre os nomes citados estão Votorantim e J&F, além de empresas chinesas como Anhui Conch, Huaxin e Sinoma. A J&F, segundo uma fonte, chegou a discutir uma oferta da ordem de R$ 10 bilhões.
A operação está sendo assessorada por Morgan Stanley para a venda do controle da unidade de cimento, enquanto Bradesco e Citibank atuam em outros desinvestimentos do grupo. A CSN também sinalizou que o fechamento e o desembolso podem ser concluídos até o fim do ano, embora esse calendário varie conforme o comprador e o andamento do processo.
A venda, além do impacto financeiro imediato, levanta questões regulatórias e de concentração no mercado nacional de cimento. O acordo dependerá da aprovação do Cade, que terá papel central na avaliação concorrencial. Para o governo e para o mercado, a operação será um termômetro da capacidade da CSN de reduzir alavancagem sem gerar efeitos adversos ao setor.