O IBGE informou que a taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio, recuo frente aos 5,8% do período terminado em fevereiro. É o menor índice para o mês de maio desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, e sinaliza uma leve melhora do mercado de trabalho.
A população ocupada avançou 0,5% no trimestre, alcançando 102,7 milhões de pessoas, e cresceu 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A população desocupada caiu em cerca de 100 mil pessoas; na comparação anual, houve queda de 9,3% no número de desempregados.
Apesar do resultado positivo no indicador geral, a criação de empregos formais não acompanhou o movimento: 39,3 milhões de trabalhadores do setor privado estavam com carteira assinada, número estável no trimestre e no ano. Empregos sem carteira (13,4 milhões) e trabalhadores por conta própria (26,0 milhões) também permaneceram praticamente inalterados.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, leve recuo ante 37,5% no trimestre anterior. Em termos práticos, o dado alivia pressões imediatas sobre a agenda econômica do governo, mas expõe fragilidade estrutural: a queda do desemprego convive com estagnação dos vínculos formais e com alta participação do trabalho precário, limitando efeitos sobre renda e produtividade.