O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que o Desenrola 2.0 já tem perto de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas e que 200 mil pedidos estão sendo avaliados pelos bancos participantes. Do montante informado, R$ 100 mil estariam praticamente fechados, segundo o ministro, que atribuiu a operacionalização aos ajustes entre instituições financeiras, MEC e Fazenda.

Durigan disse ainda que os contratos inadimplentes do Fies serão alcançados pelo programa até o final desta semana. A iniciativa, lançada na semana passada inicialmente para famílias e empresas, foi ampliada por medida provisória que abriu espaço para incluir estudantes. Haverá uma comunicação dirigida aos devedores inadimplentes e, em seguida, medidas de estímulo para adimplentes, segundo o ministro.

O Novo Desenrola Brasil foi estruturado em quatro fases e prevê uma mobilização nacional de 90 dias para limpar nomes e facilitar renegociações. O programa tem frentes distintas: Desenrola Famílias (foco em cartão, cheque especial e CDC, para dívidas até 31/01/2026 e renda de até cinco salários mínimos), Desenrola Empresas (incluindo ProCred e Pronampe) e Desenrola Rural, que amplia prazo até 20/12/2026 e mira agricultores familiares.

Em termos políticos e econômicos, os números iniciais oferecem sinal positivo de movimento, mas ainda apontam para um alcance limitado diante do universo de crédito em atraso. A velocidade de processamento depende dos bancos e da comunicação ao público; a inclusão do Fies pode reduzir pressão social sobre o governo, mas será preciso acompanhar adesão, custos envolvidos e eventual estímulo ao litígio ou à adição de novos riscos ao sistema financeiro.