O levantamento semanal da ANP, com dados coletados entre 12 e 18 de abril e comparação com a semana anterior, mostra retração no preço médio do diesel comum — de R$ 7,43 para R$ 7,31 por litro (-1,62%) — e uma queda mais modesta na gasolina comum, de R$ 6,77 para R$ 6,75 (-0,3%). Também registraram redução o diesel S-10, a gasolina aditivada e o GNV; o etanol ficou estável.

Em contrapartida, o botijão de gás de cozinha de 13 kg subiu de R$ 112,42 para R$ 114,39, alta de 1,75% — a quinta semana seguida de elevação. A última redução do botijão havia ocorrido na semana encerrada em 14 de março, o que evidencia persistência da pressão sobre despesas domésticas básicas.

Os números precisam ser lidos no contexto do conflito no Oriente Médio: esta foi apenas a segunda semana desde 28 de fevereiro em que o preço médio dos combustíveis recuou. Mesmo com as recentes quedas pontuais, os valores seguem acima dos registrados antes do início dos ataques — o diesel comum acumulou alta de 21,23% desde 28 de fevereiro (de R$ 6,03 para R$ 7,31) e a gasolina sobe 7,48% no mesmo período.

Para o governo, a oscilação limitada e a continuidade da alta do botijão expõem os limites das medidas anunciadas no início do mês pelo Palácio do Planalto. A tendência indica alívio parcial para transportes e setores industriais, mas manutenção de custo elevado para as famílias, com potencial para pressionar inflação e gerar desgaste político caso a recuperação dos preços internacionais não se traduza em redução mais consistente na bomba.