O preço médio do diesel S-10 nos postos do Brasil subiu mais de 7% em abril na comparação com março, alcançando R$7,61 por litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O diesel comum avançou 6,42%, para R$7,46/l, enquanto a gasolina teve alta de 3,45% (R$6,90) e o etanol subiu 0,62% (R$4,86). A pesquisa considera abastecimentos em cerca de 21 mil postos credenciados.

A Edenred atribui a pressão à dinâmica global de oferta e demanda em meio ao conflito no Oriente Médio iniciado em fevereiro de 2026. O setor de diesel, o mais movimentado do país, vem sofrendo tensões desde então, agravadas pelo fato de o Brasil importar cerca de 25% da demanda. A Petrobras, além de produtora, participa do fluxo de importações; seu último reajuste de preços para as distribuidoras ocorreu em meados de março.

O avanço dos preços expõe limites das medidas adotadas pelo governo para conter a alta — entre elas, um programa de subsídio anunciado para mitigar o impacto. Apesar da intervenção, a elevação generalizada indica que controles pontuais enfrentam resistência diante de choques externos e de um mercado com oferta apertada. Para caminhoneiros, setor logístico e produtores agrícolas, o aumento se traduz em custos maiores e repasses ao consumidor.

Todas as regiões registraram alta em abril: o Nordeste teve as maiores elevações percentuais e o Norte os preços médios mais altos. A distribuição desigual das variações reforça o efeito regressivo no bolso das famílias e a pressão sobre cadeias produtivas regionais. Com os números do IPTL, cresce a necessidade de calibragem das respostas públicas — entre ajustes de preços, subsídios e monitoramento de importações — para evitar novo repique inflacionário e custos fiscais adicionais.