Contratar serviços financeiros deixou de ser sinônimo de filas e papelada. A transformação digital do setor acelerou nos últimos anos e já altera a rotina de clientes e instituições. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, 82% das transações são feitas por canais digitais; smartphones respondem por 75% das operações, e apenas 5% ainda ocorrem em agências físicas.

O ganho prático é tangível: abertura de contas, análise de crédito e movimentações que antes exigiam deslocamento e dias de espera hoje podem ser concluídas pelo celular em minutos. Ferramentas de biometria, digitalização de documentos e automação reduzem etapas manuais; o Open Finance permite o compartilhamento autorizado de dados, evitando cadastros repetidos. Plataformas integradas, como a do Inter, exemplificam o modelo de superapp que concentra produtos e simplifica a jornada do usuário.

O Pix é o marco mais visível dessa mudança: quase 25 bilhões de operações pelo celular em 2024, alta de 41% sobre o ano anterior, segundo a Febraban. A combinação de pagamentos instantâneos, análise de dados e integração entre serviços pressiona bancos tradicionais a cortar custos de operação e repensar redes de atendimento. Ao mesmo tempo, as instituições continuam sujeitas a exigências regulatórias sobre segurança, prevenção a fraudes e proteção de dados, que limitam até onde a automação pode avançar sem investimentos.

As consequências são claras: mais eficiência e acesso para muitos usuários, e um ambiente competitivo que favorece quem inova rápido. Para o setor, o desafio é conciliar redução de custos com investimentos em segurança e compliance. No plano público, o avanço reforça a necessidade de supervisão eficaz e de políticas que mitiguem lacunas de inclusão digital para quem ainda depende de canais presenciais.