O Itaú Unibanco informou nesta terça-feira que Diogo Guillen, ex-diretor de Política Econômica do Banco Central, será o novo economista‑chefe do banco a partir de 1º de julho. Guillen deixou o BC em dezembro de 2025, ao término de seu mandato, e assume a função depois de cumprir a quarentena obrigatória de seis meses para ex‑diretores da autoridade monetária.
O economista já trabalhou na área econômica da Asset do Itaú entre 2015 e 2021, experiência que reforça o perfil técnico exigido pela função. Ele substituirá Mário Mesquita, sócio e economista‑chefe desde julho de 2016, que deixará a posição no fim de abril; segundo o banco, Mesquita seguirá colaborando como consultor durante a transição.
A nomeação consolida um movimento recorrente de passagem entre órgãos públicos e grandes instituições financeiras. Embora a quarentena legal tenha sido respeitada, a volta de um ex‑diretor do BC para cargo estratégico em um grande banco reacende o debate público sobre independência, percepção de proximidade entre reguladores e mercado e o chamado 'revolving door'.
Do ponto de vista institucional e de mercado, a mudança tende a combinar conhecimento técnico do setor público com as prioridades de um grande player financeiro. Cabe observar se o novo comando alterará o tom das projeções macro do Itaú e como o mercado e o próprio governo interpretarão a continuidade anunciada — um sinal de solidez técnica para alguns e de estreitamento de vínculos para outros.