O presidente-executivo Josh D'Amaro anunciou por e-mail uma nova rodada de redução de quadro na Walt Disney, que deve eliminar cerca de 1.000 vagas. Fontes ouvidas pela imprensa indicam que os cortes atingem o grupo de marketing — já reorganizado em janeiro — além de estúdios e televisão, ESPN, produtos e tecnologia e algumas funções corporativas. A empresa começou a notificar funcionários esta semana, segundo relatos.
A decisão ocorre enquanto a Disney se ajusta a realidades econômicas mais duras: encolhimento do mercado televisivo, queda de bilheteria e competição acirrada no streaming. Em 2023, a companhia já havia anunciado a eliminação de 7.000 postos como parte de um plano para economizar US$ 5,5 bilhões, num contexto de pressão do investidor ativista Nelson Peltz por maior eficiência e melhora nos resultados.
Do ponto de vista corporativo, a nova redução confirma que as medidas anteriores não encerraram a necessidade de reestruturação. Para uma organização que empregava cerca de 231 mil pessoas ao fim do último ano fiscal, cortes sucessivos sinalizam uma busca contínua por simplificação e tecnologia, mas também elevam o risco de perda de talento especializado e impacto na capacidade criativa e operacional.
Politicamente e economicamente, o movimento fica no terreno esperado de responsabilidade fiscal empresarial — reduzir custos diante de receitas pressionadas —, mas impõe desafios: queda de moral interno, necessidade de comunicação transparente e possível efeito sobre prazos e qualidade de produções. Para investidores, é sinal de que a gestão segue sob pressão por resultados; para o setor, reforça que a transição para modelos digitais e mais enxutos ainda está longe de se estabilizar.