A Walt Disney reportou lucro líquido de US$ 2,25 bilhões no segundo trimestre fiscal, encerrado em 28 de março, queda de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o lucro por ação ajustado ficou em US$ 1,57, acima da projeção média de analistas consultados pela FactSet, de US$ 1,49.

A receita somou US$ 25,17 bilhões no trimestre, alta anual de 7% e superior ao consenso de US$ 24,86 bilhões, segundo a FactSet. Os números mostram capacidade de geração de receita em crescimento, ainda que o resultado líquido tenha recuado, refletindo itens que afetaram a comparação anual.

Para o ano fiscal que termina em setembro, a empresa revisou a expectativa de crescimento do lucro por ação para cerca de 12%, reduzindo a faixa anterior que apontava para um aumento em 'dois dígitos'. A confirmação de um avanço mais contido afina a sinalização de gestão sobre ritmo de recuperação.

No mercado, as ações reagiram: às 7h55 (de Brasília) registravam alta de 6% no pré-mercado em Nova York. O movimento indica que investidores valorizaram o ajuste por ação e a receita acima do consenso, embora a queda do lucro líquido mantenha atenção sobre margens e eficiência.

O balanço entrega um retrato misto: beats nas métricas ajustadas e receita acendem sinais positivos, mas a retração do lucro contábil sublinha que desafios operacionais e a necessidade de foco em eficiência ainda pesam sobre a trajetória de recuperação da empresa.