O dólar iniciou a sexta-feira em leve queda, operando próximo da casa dos R$5,00: às 9h34 registrava baixa de 0,30%, cotado a R$5,0050 na venda, após ter fechado a quinta-feira com alta de 0,62%, a R$5,0046. Investidores seguem atentos ao noticiário sobre o conflito no Oriente Médio, que mantém a sensibilidade do mercado a choques externos.

Para tentar reduzir a pressão sobre a cotação, o Banco Central promoveu um 'casadão' às 9h20: dois leilões simultâneos — venda à vista de US$1 bilhão e venda de 20.000 contratos de swap cambial reverso, também equivalentes a US$1 bilhão. No caso do swap reverso, os contratos têm início em 27 de abril e vencimento em 4 de maio, operação que equivale a compra de dólares no mercado futuro.

A combinação de operações em ambas as pontas busca elevar a liquidez no mercado spot e reduzir o impacto sobre as cotações futuras. Às 11h30, conforme calendário regular, o BC também realizou o leilão de 50.000 contratos de swap tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. Juntas, as medidas atuam como amortecedores temporários da volatilidade.

Tecnicamente eficientes para o curto prazo, as intervenções não eliminam a exposição a fatores externos nem tornam previsível o movimento do câmbio. O uso reiterado de leilões extraordinários sinaliza disposição do BC em intervir, mas também reafirma a dependência do mercado a eventos geopolíticos e fluxos internacionais — um lembrete de que a estabilidade cambial segue sujeita a choques fora do controle doméstico.