O dólar registrou queda nesta segunda-feira, ampliando a perda diante do iene em uma sessão de liquidez reduzida devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Às 16h50 (de Brasília), a moeda americana era cotada em 154,38 ienes; o euro subia a US$ 1,1623 e a libra avançava a US$ 1,3541. O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de seis moedas, recuou cerca de 0,25% para 98,926 pontos.

A apreciação do iene já superou o pico registrado após a intervenção coordenada do Japão com os Estados Unidos, num movimento que analistas consideram sustentado por expectativas de normalização do Banco do Japão. Para o ING, estão sendo precificados cenários com aperto mais rápido do BoJ e ajustes de carteiras por gestores locais, o que sustenta níveis de 155–160 ienes por dólar como uma faixa provável no curto prazo.

No campo europeu, o euro ganhou força em antecipação a um provável aumento de juros pelo Banco Central Europeu no fim da semana, enquanto os traders se posicionam para a leitura do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA na sexta-feira. O CPI será o principal termômetro para o Federal Reserve, após dados de emprego mais fortes na semana passada que elevaram a sensibilidade do mercado a novidades econômicas.

O cenário combina fatores técnicos e macro: baixa liquidez tende a amplificar oscilações de câmbio, e movimentos sincronizados de iene e euro podem provocar realocação de ativos que afeta volatilidade global. Para mercados emergentes, incluindo o Brasil, esse tipo de instabilidade cambial reforça a necessidade de cautela na gestão de riscos — do impacto sobre inflação importada ao planejamento de empresas que dependem de insumos em dólar.