O dólar abriu a segunda-feira em queda frente ao real, acompanhando a desvalorização da moeda americana ante outras divisas após sinais de avanço em negociações entre Irã e Estados Unidos. Às 9h21, o dólar à vista cedia 0,61%, cotado a R$ 5,0060 na venda, depois de fechar a sexta-feira em R$ 5,0289 — alta de 0,57% no dia.

O movimento reflete um alívio temporário nos mercados globais, que precificam menor risco geopolítico quando surgem perspectivas de acordo. Para o Brasil, uma redução no patamar do dólar tende a diminuir pressão sobre preços de itens importados e pode atenuar efeitos do câmbio sobre a inflação no curto prazo, embora não elimine fatores domésticos de alta de preços.

No mesmo dia, o Banco Central informou leilão de 40.000 contratos de swap cambial tradicional às 11h30, para rolagem do vencimento de 1º de junho. A operação é rotina de administração de passivos e liquidez, mas serve também como instrumento de intervenção indireta para estabilizar expectativas e acomodar vencimentos relevantes do mercado.

Analistas e agentes ficam atentos: o recuo do dólar amplia espaço de manobra momentâneo para política econômica, mas a sustentação do movimento depende de confirmações nas negociações externas e de fluxo consistente de dólares. A combinação entre menor aversão a risco internacional e a atuação do BC determina se a queda se traduzirá em alívio duradouro para pressões cambiais e fiscais.