O dólar à vista recuou 0,55% na sexta-feira (8), encerrando o dia a R$ 4,8961 — abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. Na semana a divisa acumulou baixa de 1,13% ante o real. O Ibovespa fechou em alta de 0,49%, aos 184.108,29 pontos, mas ainda terminou a quarta semana seguida no vermelho, com queda semanal de 1,71%.

O movimento foi influenciado por dados fortes de emprego nos Estados Unidos, que reduziram a percepção de risco de elevação adicional de juros pelo Federal Reserve e fomentaram um ambiente externo mais favorável. Ao mesmo tempo, a expectativa de um acordo entre EUA e Irã ajudou o apetite por risco; porém o barril Brent permaneceu próximo de US$ 100, mantendo o potencial de pressão inflacionária.

No âmbito corporativo, resultados deram o tom do pregão: Localiza disparou após divulgar números acima das previsões, enquanto Embraer desabou diante de desempenho do primeiro trimestre abaixo do esperado. Blue chips como Vale e Itaú Unibanco sustentaram o viés positivo da sessão, em um dia de volatilidade seletiva e atenção a balanços.

A combinação de dólar mais fraco e alta pontual da bolsa alivia pressões sobre preços de importados e pode reduzir algum espaço para aperto adicional de juros, mas a rotina de semanas negativas na bolsa expõe fragilidades na recuperação dos ativos locais. A persistência do risco geopolítico e a dependência de fatores externos mantêm a incerteza, o que exige respostas claras da política econômica para recuperar confiança e reduzir vulnerabilidades. Investidores seguem atentos aos próximos dados e ao desenrolar das negociações internacionais.