O dólar comercial iniciou a sexta-feira em queda, cedendo 0,11% e sendo negociado a R$ 5,1608 por volta das 9h27. O recuo acontece na esteira de um ajuste internacional, depois de quatro sessões que registraram alta da moeda frente ao real — na quinta‑feira o dólar à vista fechou em R$ 5,1745, avanço de 1,25% no dia.
Investidores seguem atentos ao noticiário externo: o adiamento das negociações entre EUA e Irã manteêm o Oriente Médio no radar e pesam sobre ativos de risco. Além disso, o feriado de Juneteenth nos Estados Unidos reduz a liquidez nas praças financeiras, aumentando a sensibilidade dos mercados cambiais a movimentos pontuais.
No plano doméstico, o Banco Central realiza às 11h30 um leilão de 60.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho. Operações desse tipo servem para alongar posições e atenuar picos de volatilidade, mas não eliminam a exposição de curto prazo a choques externos ou a notícias geopolíticas.
O quadro — queda tímida hoje, mas alta acumulada nos dias anteriores — mantém a moeda sob vigilância. Para empresas e consumidores, a oscilação cambial influencia custos de importação e pressiona insumos. Para o governo e a autoridade monetária, episódios repetidos de alta renitente elevam o custo de rolagens e exigem atenção à gestão da liquidez e das reservas, sem que se possa ler o movimento como sinal definitivo de reversão.