O dólar operava em queda na manhã desta segunda-feira, recuando cerca de 0,5% e sendo negociado em torno de R$ 5,08 por volta das 10h30, segundo o mercado. O movimento acompanha a redução dos preços do petróleo: o Brent, referência global, caiu quase 0,1% a US$ 88,02, enquanto o WTI recuou 0,33% para US$ 82,22. A descompressão inverte o ritmo de alta do fim de semana, quando o barril chegou a superar os US$ 90.

No Brasil, o Ibovespa não apresentou direção clara nas primeiras negociações, oscilando entre pequenas altas e baixas e registrando perda de 0,1%, na casa dos 173,5 mil pontos. O quadro contrasta com Wall Street, que operava em terreno positivo, refletindo fluxo de risco global diferente do comportamento local, mais sensível ao câmbio e ao petróleo.

A melhora nas cotações do petróleo decorre de expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã, aponta o mercado, mas o cenário continua frágil: relatos indicam confrontos e ataques entre as partes pelo nono dia consecutivo, afetando a navegação no Estreito de Ormuz após explosões em dois petroleiros e informes de ações da Guarda Revolucionária Islâmica contra alvos americanos na região.

A combinação de queda do petróleo e persistente risco geopolítico gera um alívio momentâneo para a pressão sobre inflação e câmbio, mas mantém aberta a possibilidade de reversão brusca de preços. Para investidores e formuladores de política, a mensagem é dupla: há espaço para redução de custos importados se as negociações avançarem, mas a incerteza militar reforça a necessidade de vigilância sobre volatilidade e custos econômicos futuros.