O dólar iniciou a terça com queda frente ao real, acompanhando o recuo da moeda americana ante a maioria das divisas globais em função do otimismo com negociações entre Estados Unidos e Irã. Fontes indicam que equipes dos dois países podem voltar a Islamabad no fim da semana, o que suavizou o apetite por ativos de refúgio.
Às 9h30 a moeda americana era negociada a R$ 4,9804, baixa de 0,31% em relação ao pregão anterior. Na segunda-feira o dólar à vista fechou em R$ 4,9980, recuando 0,25% e rompendo a barreira dos R$ 5,00 pela primeira vez em dois anos — um marco simbólico que traz alívio imediato para importadores e pressiona menos os custos de inflação atrelados ao câmbio.
No meio desse movimento, o Banco Central programou para as 11h30 o leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem de vencimentos de 4 de maio. A operação é rotina de gestão do estoque de contratos, mas ganha relevância quando o mercado debate a necessidade e o custo de intervenções para conter volatilidade cambial.
Analistas alertam que a queda atual reflete um cenário de risco geopolítico temporariamente mais benigno e não elimina vulnerabilidades estruturais. A manutenção do câmbio abaixo de R$ 5 depende do desfecho das negociações internacionais e da sequência de dados domésticos. Para o governo e para o BC, o momento oferece respiro, mas também exige vigilância sobre impactos em preços e na estratégia de política econômica.