O dólar iniciou a segunda-feira em alta frente ao real e à maior parte das divisas de países emergentes, reagindo ao fracasso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. Às 9h17 a cotação à vista subia 0,36%, negociada a R$ 5,0212 na venda, sinalizando aversão ao risco entre investidores.
A reação interrompeu uma sequência de queda registrada na sexta-feira, quando o dólar à vista fechou em baixa de 1,03%, a R$ 5,0104 — o menor fechamento desde abril de 2024. A oscilação mostra que ganhos recentes do real continuam vulneráveis a choques externos e a notícia geopolítica reabre espaço para volatilidade.
No calendário doméstico, o Banco Central programou para as 11h30 um leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. A operação é uma ferramenta conhecida para dar liquidez e mitigar movimentos abruptos no mercado à vista, sem necessariamente alterar a trajetória de fundo do câmbio.
A dinâmica do dia resume duas forças que permanecem no radar: eventos internacionais que elevam o prêmio de risco global e intervenções do BC destinadas a suavizar picos de volatilidade. Se a tensão geopolítica persistir, há risco de pressão sobre custos de importação e, em ambiente de maior incerteza, sobre as decisões de política monetária.
Para agentes e formuladores, o sinal é claro: mercados continuam sensíveis a desdobramentos externos e a necessidade de rolagem de contratos chama atenção para a coordenação entre liquidez e gestão de riscos. Os próximos passos das negociações internacionais e as ações do BC vão orientar a direção do câmbio nos próximos dias.