O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou à CNN Brasil que a linha de crédito voltada a motoristas e caminhoneiros não provocará um desarranjo na economia. Segundo ele, trata‑se de um conjunto de programas pontuais para setores específicos e não de uma injeção ampla de liquidez destinada a aquecer a atividade.

Durigan afirmou ainda que o atual desarranjo nos preços tem origem em choques externos, especialmente a guerra no Oriente Médio, que pressiona custos nos setores agroindustrial, químico e, em especial, combustíveis. Citou discussões no G7 para reforçar que o fenômeno atinge bancos centrais e economias ao redor do mundo, não sendo exclusividade do Brasil.

Em resposta a críticas sobre crédito subsidiado, o ministro negou que o governo esteja estimulando excessivamente a atividade econômica e repetiu que os apoios são direcionados a segmentos sob pressão. Durigan também garantiu que o Executivo manterá o compromisso com as regras fiscais e anunciou medidas de bloqueio de despesas para preservar o equilíbrio orçamentário.

Do ponto de vista político e fiscal, a defesa pública do programa busca mitigar riscos de desgaste por dar seguimento a apoio setorial em ano de sensibilidade orçamentária. Resta saber como serão detalhados os custos, os critérios de seleção e o monitoramento — pontos que definirão se a iniciativa terá custo político e impacto real nas contas públicas.