O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (21) que o governo quer acelerar a recomposição das vagas abertas no Banco Central e que deve conversar “em breve” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as indicações para as diretorias. Durigan disse não querer novos atrasos e defendeu que o Copom volte a funcionar “de maneira plena”.

Segundo o ministro, a prioridade é chegar o mais rápido possível a uma definição completa para que o colegiado seja recomposto e retome seu funcionamento regular. Durigan ressaltou ainda que a decisão final cabe ao presidente da República, em diálogo com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e que temas econômicos precisam ter uma “blindagem” política.

A fala expõe um esforço do governo para reduzir a incerteza em torno da autoridade monetária. A ausência de nomes e o funcionamento parcial do Copom podem comprometer a previsibilidade da política monetária e criar espaço para ruídos políticos que influenciem expectativas de mercado. Nesse sentido, a agilidade nas indicações aparece como medida para preservar credibilidade institucional.

Durigan também traçou contraste com a situação argentina, afirmando que “o Brasil é muito diferente da Argentina”. Ainda que não detalhe prazos, o recado é claro: o Executivo está sob pressão para evitar desgaste político e institucional, e a rapidez na nomeação dos diretores do BC passa a ser leitura política e econômica central para os próximos dias.