As ações da Embraer registraram alta próxima de 5% nesta sexta-feira após o anúncio de que a Azorra fez um pedido firme de 15 aeronaves E195‑E2, com direitos de compra para outras 15 unidades. Por volta das 14h, os papéis eram negociados a R$ 73,17, entre as maiores altas do Ibovespa, mas ainda acumulam perda de cerca de 18% no ano.

No comunicado ao mercado, a Embraer informou que o novo acordo eleva os pedidos firmes da Azorra para aeronaves E2 de 39 para 54 unidades, e que a operação será registrada na carteira de pedidos no segundo trimestre. O pedido também contribui para que o total de encomendas do programa E2 ultrapasse 500 unidades.

Analistas do JPMorgan destacaram que a encomenda equivale a cerca de 4% da carteira de pedidos divulgada no primeiro trimestre, considerando o preço de lista de US$ 84,1 milhões por E2. A casa projetou que a carteira comercial da Embraer deve subir para aproximadamente US$ 15,6 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 15 bilhões no primeiro.

Embora a operação fortaleça o pipeline comercial e gere sinais de demanda, o efeito sobre a cotação é episódico: investidores seguem atentos ao ritmo de conversão de direitos em pedidos firmes, ao cronograma de entregas e à exposição da fabricante a grandes lessors. O registro oficial no trimestre deve melhorar os números da carteira, mas a recuperação sustentada das ações dependerá de continuidade nas vendas e de execução operacional.