Um levantamento da consultoria Robert Half indica que 68% das empresas brasileiras citam o fortalecimento da cultura organizacional como principal razão para aumentar a presença de funcionários no escritório. Comunicação e colaboração aparecem em seguida (63%), enquanto 59% apontam necessidade de integração e supervisão.

A pesquisa mapeou também percepções sobre previsibilidade das operações: 66% relatam alta necessidade de colaboração presencial e 51% consideram suas atividades moderadamente previsíveis. Metade das empresas (50%) associa o retorno ao escritório a ganhos de produtividade; 34% dizem obedecer diretrizes de lideranças globais.

Para o diretor de mercado da Robert Half, Vitor Silva, o desafio é conciliar pessoas, cultura e resultados. Segundo ele, quando critérios e expectativas são transparentes e bem comunicados, a adesão tende a subir. Ele adverte, porém, que alterações frequentes de formato não substituem melhorias na liderança e nas práticas de gestão.

Do ponto de vista prático, o movimento expõe um dilema para empresas e trabalhadores: unidades que dependem de interações entre áreas tendem a exigir mais dias presenciais, enquanto equipes autônomas em operações previsíveis podem manter modelos híbridos sem perda de desempenho. A falta de alinhamento, porém, pode gerar atritos, maior rotatividade e custos administrativos.