Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilado pelo AE-Taxas, mostra que o etanol está, nesta semana, mais competitivo que a gasolina em dez Estados e no Distrito Federal. A paridade média nacional ficou em 61,37% no período de 19 a 25 de julho, indicador favorável ao biocombustível segundo a metodologia adotada.
A competitividade foi observada em: Acre (68,53%), Amazonas (69,40%), Bahia (67,58%), Distrito Federal (64,48%), Goiás (63,96%), Mato Grosso (55,23%), Mato Grosso do Sul (60,65%), Minas Gerais (64,96%), Paraná (62,57%), Santa Catarina (69,53%) e São Paulo (58,28%). Esses percentuais explicam por que motoristas em diferentes regiões vêm optando pelo etanol.
Setores produtivos e distribuidores destacam que a eficiência do combustível varia conforme o veículo, o que pode tornar o etanol atraente mesmo com paridade acima de 70%. Ainda assim, a referência técnica usada pela ANP considera vantagem econômica quando o preço do etanol alcança até 70% do valor da gasolina, moldando decisões de venda e estoque nos postos.
A disparidade regional tem efeitos práticos: altera a demanda por gasolina, pressiona margens de revendedores e pode reduzir a arrecadação de ICMS sobre derivados mais caros. Para consumidores, a escolha entre combustível dependerá não só do preço relativo, mas do desempenho do veículo. Mantida a volatilidade, o mercado pede acompanhamento próximo da safra e da distribuição, com potencial impacto na cadeia sucroenergética e nas contas estaduais.