Os preços médios do etanol hidratado registraram alta em 14 Estados e no Distrito Federal na semana de 6 a 12 de setembro, segundo levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas. No agregado nacional, o preço médio subiu 2,28%, para R$ 4,04 por litro. Em São Paulo — principal polo produtor e com maior amostragem de postos — o aumento foi de 1,62%, com preço médio de R$ 3,76 por litro.

As variações estaduais foram acentuadas: a maior alta foi observada em Goiás, de 11,51%, para R$ 4,36/litro, enquanto o maior recuo ocorreu no Acre, de 1,98%, com preço médio de R$ 4,96/litro. A pesquisa também apontou extremos pontuais nos postos: o menor preço registrado foi R$ 2,89 o litro, em Minas Gerais, e o maior R$ 6,50 o litro, no Acre. Por Estado, São Paulo manteve o menor preço médio (R$ 3,76) e o Rio Grande do Norte, o maior (R$ 5,39).

Na comparação com a gasolina, o etanol mostrou paridade média nacional de 61,87%, índice que, pela metodologia adotada, o torna economicamente vantajoso quando fica em até 70% do preço da gasolina. O biocombustível foi mais competitivo em 11 Estados e no Distrito Federal; entre as paridades destacadas estão Acre (66,40%), Bahia (67,46%), Distrito Federal (65,57%), Goiás (65,37%), Mato Grosso (57,19%) e São Paulo (59,21%). Executivos do setor ressaltam que, dependendo do veículo, o etanol pode ser atraente mesmo com paridade acima de 70%.

A combinação de alta média e disparidade regional acende alerta para pressões sobre o orçamento das famílias e o custo do transporte, com impacto direto em gastos correntes e potencial efeito secundário sobre a inflação de combustíveis. Oscilações abruptas, como a elevação em Goiás, apontam para volatilidade que complica a previsibilidade do mercado e exige atenção dos agentes públicos e privados — sobretudo em políticas de regulação, logística e tributação que influenciam o preço ao consumidor.