O governo dos Estados Unidos anunciou uma série de exceções temporárias ao regime tarifário previsto na Seção 232, que impõe taxas sobre aço, alumínio e cobre por motivos de segurança nacional. A proclamação beneficiará parceiros como Argentina, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Suíça, Liechtenstein, Equador, El Salvador, Guatemala e os países da União Europeia, segundo texto que será publicado no Federal Register.
Pelas novas regras, uma lista de equipamentos industriais móveis — entre eles empilhadeiras, tratores não agrícolas, escavadeiras e guindastes móveis — ficará sujeita a tarifa adicional de 25%. Para os países contemplados pela exceção, a alíquota efetiva ficará limitada a 15%, considerando a tarifa já aplicada. Em casos cujo imposto vigente seja igual ou superior a 15% não haverá cobrança adicional. Canadá e México terão tratamento específico pelo USMCA: a tarifa de 25% incidirá apenas sobre o conteúdo não produzido nos EUA, com piso de 15%. O texto também reduz de 95% para 85% o percentual mínimo de conteúdo americano exigido para qualificar produtos como fabricados integralmente com aço, alumínio ou cobre dos EUA.
A Casa Branca justifica a mudança como forma de acomodar necessidades de setores dependentes de máquinas agrícolas e equipamentos industriais, sem abrir mão dos objetivos de segurança nacional que embasam as tarifas. Na prática, a manobra oferece alívio pontual às cadeias produtivas dos parceiros, reduzindo custos e riscos de atrito comercial, mas mantém barreiras que protegem parcela da indústria doméstica americana.
O caráter temporário das exceções — vigência entre 8 de junho e 31 de dezembro de 2027, com retorno às regras anteriores salvo nova decisão — dá flexibilidade ao governo norte-americano sem eliminar a tarifa como instrumento. Para empresas e governos, o sinal é duplo: há espaço para acomodação conforme alianças estratégicas, mas a previsibilidade permanece limitada, o que pode influenciar decisões de sourcing e competitividade internacional.