O preço médio da gasolina nos Estados Unidos deve ultrapassar pela primeira vez a marca de US$4 por galão no Dia do Trabalho, segundo projeção da GasBuddy. A estimativa aponta US$4,03 como média nacional, acima do recorde anterior de US$3,83 registrado em 2012; na quinta-feira anterior à data, a média chegou a cerca de US$4,13.
A alta reflete, em grande parte, o avanço dos preços do petróleo — que voltaram a superar US$90 por barril após novas ações militares entre EUA e Irã — e o crescimento das exportações de produtos refinados. A Administração de Informações sobre Energia dos EUA aponta aumento de mais de 10% nas exportações de derivados em relação ao ano anterior, enquanto interrupções e ataques a refinarias em outras regiões pressionam ainda mais os preços dos destilados.
O efeito é imediato no bolso do consumidor: estados como Colorado, Utah e Montana registraram alguns dos maiores aumentos desde o início do conflito, e Califórnia, Havaí e Washington exibem hoje as médias mais altas do país. Motoristas relatam cortes de deslocamentos e restrições no gasto com combustível, cenário que agrava a sensação de aperto em residências já afetadas pela inflação.
Politicamente, a escalada dos preços encontra espaço nas campanhas: o presidente intensificou críticas a refinarias e varejistas, e comentários recentes sobre disposição em aceitar um ‘pouquinho a mais’ na bomba para conter o Irã alimentaram debate. Para o Partido Republicano, a situação acende alerta sobre narrativa econômica e custo eleitoral em um momento de disputa pelas cadeiras do Congresso.