O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos informou que Jamieson Greer viajará à Índia na semana seguinte à cúpula do G7 para dar sequência a conversas sobre um possível acordo comercial. Autoridades americanas dizem que um entendimento é viável, mas não esperam a assinatura de um pacto durante a reunião de líderes em Évian-les-Bains, onde Donald Trump e Narendra Modi terão um encontro direto.

Fontes ouvidas pela imprensa destacam que as relações bilaterais enfrentam atritos sobre tarifas e acusações políticas — algumas negadas por Nova Déli —, mas que o clima melhorou recentemente. O ministro do Comércio indiano, Piyush Goyal, sinalizou que uma primeira parcela de um acordo provisório poderia ficar pronta até meados de julho; Delhi pressiona por tratamento tarifário preferencial, o que será ponto sensível nas negociações técnicas.

Além do aspecto comercial, as conversas entre Washington e Nova Déli devem tocar em questões geopolíticas: segurança energética e eventuais compras de petróleo. O Departamento de Estado informou que o secretário americano Marco Rubio discutiu com o chefe da diplomacia indiana episódios recentes no Estreito de Ormuz e ressaltou que navios comerciais devem cumprir ordens das forças americanas, numa menção direta ao bloqueio e aos ataques a petroleiros com tripulação indiana.

A agenda comercial americana também ganhou movimento com o Canadá, que procurou Washington para retomar negociações e reverter medidas que ameaçavam empresas de streaming dos EUA. Para analistas, o roteiro aponta para um esforço diplomático coordenado, mas com espaço reduzido para acordos rápidos: seguirão etapas técnicas e concessões difíceis. O quadro acende alerta para a administração Trump, que busca resultados tangíveis sem ceder demais em tarifas, enquanto a Índia procura garantias concretas de preferência comercial.