Estados Unidos e México deram mais um passo na revisão bilateral do USMCA ao concluir a segunda rodada formal de negociações, informou o USTR. As reuniões avançaram em pontos técnicos sobre regras de origem para determinados bens industriais e em aspectos ligados à segurança econômica — temas centrais para a competitividade regional e a proteção de setores estratégicos.
Além das regras de origem, as equipes iniciaram diálogos sobre agricultura, trabalho e meio ambiente, e dedicaram tempo a comércio de aço, alumínio e automóveis. O roteiro combina itens de alta sensibilidade política e econômica: ajustes nessas áreas tendem a repercutir diretamente nas cadeias de valor integradas entre EUA e México e podem impactar custos e prazos para produtores e montadoras.
A continuidade do processo está marcada: governos afirmaram que a terceira rodada será realizada no próximo mês na Cidade do México. A agenda técnica avançada sugere uma negociação pragmática, mas também abre espaço para pressão setorial — produtores mexicanos buscarão mitigar efeitos de eventual endurecimento nas regras de origem, enquanto autoridades americanas devem perseguir salvaguardas ligadas à segurança e à produção nacional.
Do ponto de vista brasileiro, o movimento mostra como vizinhança económica e regras regionais evoluem em sintonia com prioridades de segurança e industrialização dos EUA. Para atores privados e decisores, o sinal é claro: mudanças no USMCA exigirão monitoramento atento das cadeias de suprimento e avaliação de impacto sobre custos, conteúdo local e competitividade no mercado norte-americano.