O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra mais de duas dezenas de pessoas, empresas e embarcações acusadas de atuar na exportação de petróleo e gás natural do Irã. Segundo a pasta, as entidades são parte de uma rede atribuída a Mohammed Hossein Shamkhani, cujo pai foi conselheiro próximo do aiatolá Ali Khamenei e morreu nos ataques conjuntos atribuídos aos EUA e a Israel.
Entre os alvos estaõ nove embarcações — incluindo petroleiros e navios‑tanque de GLP — e várias empresas sediadas nos Emirados Arábes Unidos. O anuńcio sucede, um dia antes, a decisão do Tesouro de restabelecer sanções a todo o petróleo iraniano, depois de ter concedido por um mês uma licença temporária para vendas de estoques em navios‑tanque. Em julho, o governo americano já havia aplicado um pacote anterior contra mais de 115 alvos ligados ao setor.
O secretario do Tesouro, Scott Bessent, deixou claro que Washington está preparado para aplicar sanções secundárias a países que adquiram petróleo iraniano. Na prática, essa ameaça tende a elevar o risco regulatório e os custos de segurança e transporte, e a forçar compradores e intermediários a reavaliar contratos. Para estados e empresas do Golfo, a inclusão de firmas sediadas nos Emirados aumenta o custo politico e comercial de manter relações comerciais com Teerã.
Do ponto de vista econômico, a medida intensifica a incerteza nos mercados de energia e reforça mecanismos extraterritoriais que pressionam cadeias de fornecimento. Politicamente, é um sinal de escalada: os EUA ampliam a prensência coercitiva sobre o comércio iraniano, obrigando aliados e parceiros a escolher entre custo econômico e alinhamento estratégico. Governos e setor privado terão de calibrar sua exposição e adotar controles para evitar penalidades futuras.